Escrevo-vos do aeroporto de Schippol. Vai daqui um grande beijinho para os controladores aéreos, que me deram mais uma magnifica oportunidade para conhecer o aeroporto e passear por todas as suas lojas overpriced. Mais umas greves destas e quase me compensa começar a ir a pé.
Em que o segurança do escritóirio é mal educado e reclama contigo porque perdeste o cartão de entrada provisório e tu respondes-lhe à letra, mas imediatamente a seguir chegas cá fora e desatas a chorar e quando dás por ela ja nem sabes porque choras, mas simplesmente não consegues parar.
Às três semanas, o primeiro ataque de choro. Nice.
... as convesas com a tua melhor amiga deixam de ser por skype/msn ou sms e passam a ser por meio de e-mails gigantescos e cartas.
De arroz.
Da "minha" piscina.
Do gato.
Do cão.
De ter tempo para ler os vossos blogs.
De vir aqui.
Da minha cama.
De água boa.
Já passaram 3 semanas, dá para acreditar?!
Qual é a probabilidade de os chupas de cannabis que comprei ontem passarem despercebidos na minha malinha para Portugal?!
Até podes correr meio mundo, viajar para a China, isolares-te numa ilha deserta. Mas não importa onde estejas, os teus demónios vão sempre contigo.
Às vezes é tão dificil manter uma atitude positiva. Às vezes aquela única coisa que me falta para ser feliz assume as proporções gigantes que realmente tem, mas que tento ignorar, e o sentimento é tão forte que me aperta o peito e corta a respiração, e faz parecer que nada nunca fará sentido outra vez.
Em Portugal, melhor país do mundo. Cheguei na quinta à noite (foi mais na sexta de madrugada) e acabo de fazer a mala outra vez para partir depois de amanhã. Desta vez a mala é significativamente mais pequena, uh uh! (vamos sempre aprendendo, ne?).
Agora as coisas em Amesterdão:
É uma cidade muito bonita. Não há nada a dizer. A arquitectura é maravilhosa, as casas parecem de brincar, há canais por todo o lado, pah é mesmo mesmo giro. Outro ponto positivo: não há calçada portuguesa. O que, parecendo que não, é uma pequena maravilha para os meus pés. Vou de manhã para o trabalho de tram, e volto a pé ao final do dia, aproveito para dar uma caminhada e ver um pouco da cidade.
E basicamente é isto. Não vi mais. Ainda não vi a red street, não provei os famosos muffins, nada de nada. Vi o hotel e a empresa, a estação, o aeroporto e pouco mais. Para a semana vou ver se me aventuro nos arredores do hotel ;)
Quanto às pessoas, bem, o grupo de colegas que me calhou na rifa não podia ser melhor. É tudo gente boa, divertida, passo o tempo na palhaçada e a rir. Actui que tive MESMO sorte :)
E pronto é isto. Agora vou so ali aproveitar o restinho de fim de semana e volto já ;)
O pequeno almoço do meu hotel é um pequeno paraíso para os obesos.
O meu avô é tão mas tão cool que SOZINHO instalou no tablet dele uma app para controlar o meu voo e ficou a assistir a toda a minha viagem em tempo real. Quem tem um avô assim sem tudo.
Pronto, agora com mais calma.
Cheguei.
Estou em Amsterdão. Nem acredito. Estou cá, a milhões de km das minhas pessoas, num país que desconheço, a preparar-me para uma função que desconheço e tudo o que isso implica.
Que aventura! Mais uma.
Nunca me considerei do género aventureiro, sempre sonhei com uma vidinha pacata e simples (boring?), e vai-se a ver e não é nada disso. E eu adoro!
Portanto é assim.
So far so good.
A viagem correu lindamente, o hotel é bestial, as pessoas são incríveis, e até já arranjei companhia para o ginásio!
Na quinta ao final do dia volto a Portugal, por isso nem dá tempo para ter saudades como deve ser, e segunda estou de volta! Cansativo? Talvez. Ainda não sei. Mas para já estou a gostar, e é o que importa!
Afscheid!
E a música, e os sites de cusquices, e tumblrs e pinterest e tudo o que é minimamente divertido. A minha produtividade caiu a pique.
Chorei todo o caminho de regresso a casa. E depois fiquei em paz. Com saudades, mas em paz.
Apercebo-me que tenho tudo. Que no papel, tenho uma vida boa comó caraças. Pena é o grande buraco que tenho na alma (ou no coração?), que torna tudo o resto tão pequenino.
Foi quanto foi preciso para virar a minha vida de pernas para o ar - outra vez.
Depois conto mais, mas foi uma mudança boa.
Acho.
Sempre que recebo um e-mail novo no meu mail do yahoo, o coração parece que me vai sair pela boca.
É sempre spam. (uma vez não foi, vá)
E o discurso do coitadinho, do eu é que estou mal, eu é que estou infeliz, a minha vida é que é a pior, coitadinha de mim, beca beca beca e mais todas as merdas umbiguistas que me entram pelos ouvidos adentro também começam a fartar.
Aqui há uns tempos alguém me disse que o primeiro passo para a felicidade/sucesso é parar de arranjar desculpas. Parar com a treta do coitadinho. Assumir culpas e consequencias. Fazer pela vida.
E eu acrescento: CRESCER.
Foda-se.
Não sei se se nota, mas estou mesmo pelos cabelos.
Não sei se é da idade, ou quê, mas ando impaciente. Ainda hoje, chegada fresquinha de férias, dei por mim a chamar cabrão a um filho da puta de um camionista que me fez chegar 15 min atrasada ao trabalho. Mas não é esse o ponto. Ando sem pachorra nenhuma para gente sem noção, para quem fala pelas costas, para quem diz uma coisa e faz outra, para quem critica nos outros aquilo que também faz. Se eu sou melhor que essa gente toda? Gosto de pensar que sim. Ou pelo menos que não tenho a puta da mania.
Só penso nisto, só quero escrever sobre isto, só sonho com isto, só não falo disto o dia todo porque as únicas duas pessoas que sabem não merecem tamanha tortura, e as outras que não sabem estão muito bem assim.
É o problema de ter férias, é que dá tanto mas tanto tempo para pensar...
A cadela tem lombrigas.
A cadela tem que tomar remédio e fazer dieta.
O gato come a dieta da cadela.
A cadela come a comida do gato.
O gato pode beber leite, a cadela não - a cadela rouba o leite ao gato.
O gato dorme na cama da cadela que é demasiado pequena para ele.
A cadela tem gases.
Ontem consegui dois xixis no jornal - parecendo que não, é uma coisa boa.
Só estou para ver quem vai tomar conta de mim quando queimar o fusível de vez.
Eu achava o Ângelo Rodrigues fofinho e bonzão, e tudo e tudo. Mas agora ele passou a chamar-se Angel-O. E canta. Em tronco nu.
Acho que foi a minha maior desilusão desde que meu Pedro Camilo passou a ser Camillus e entrou na casa dos segredos.
Estou com uma telha que só visto. Acho que é depressão pós férias. Só de pensar que 2ª feira volto à rotina de sempre, apetece-me chorar. Seriously.
Imaginemos que eu bebia. Ou fumava. Ou snifava coca. Tinha um vício, vá. Afastava-me desse vicio. Aguentava um mês ou mais. Finalmente começava a encontrar a paz interior, a arranjar algum equilibrio, a não pensar tanto. As coisas começavam a melhorar. E um dia, não tenho uma recaída, não. Simplesmente escolho voltar. Porque sim, porque sem o meu vício me falta um pedaço. Engano-me dizendo que não vai fazer mal, que não vai abalar o que construí neste tempo, mas sei que é mentira - tanto sei, que foi. E agora estou de volta à casa de partida. O pior? É que SEI que vou repetir isto vezes sem conta. Porque não me quero livrar deste vício, mesmo que me mate cada dia um pouco. Porque o meu cérebro, normalmente super cauteloso e protector, vira gelatina no que toca a este assunto. E pronto. Cá estamos. De volta ao zero. De volta ao inferno. Por escolha própria.
Como se convence um descrente de algo do qual temos a certeza?
A sério, já estou por tudo, dicas, mezinhas, poções miraculosas, a esta altura do campeonado já marcha qualquer merda, desde que funcione.
COMO É QUE NÃO PERCEBES?!?!?!?!
No mundo há dois tipos de pessoas: as que vivem ao sabor da corrente, e as que têm bolas. As que baixam os braços e dizem "o que tiver que ser será", e as que, contra ventos e marés, contra os seus próprios medos, lutam por aquilo que querem. Todos os dias me esforço por ser o segundo tipo. Mas é ainda mais difícil quando do outro lado está uma pessoa das outras, dos desistentes.
Pessoas que têm cães que fazem as suas necessidades direitinhos na rua ou no jornal, contem aqui à menina: como conseguiram esse feito?
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Set. 2011
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All morons hate it when you call them a moron
Momentos de puro discernimento
Narizinho cheio de personalidade
Desde o início: